Mesmo quem morava no interior de Minas mais próximo de Belo Horizonte não ficava com o ouvido imune aos apelos do tradicional programa de músicas flashback da BH FM, o Good Times. Os sucessos dos anos 1970 eram revividos nas ondas do rádio a pedido dos ouvintes, a maioria da capital. A gente até hoje ouve certo e hit e solta o slogam "Gooood times". Barry White, Comodors, Carpenters... Tinha ainda uma seção onde a canção era simultaneamente traduzida. Noutra, cartas serviam de confissão de apaixonados, que relatavam momentos especiais embalados por sons inesquecíveis, pela música da história do casal. Elas também faziam declarações, poemas e pedidos de reconcialiação. Bons tempos aqueles.
sábado, 19 de novembro de 2011
Gooood times!
Mesmo quem morava no interior de Minas mais próximo de Belo Horizonte não ficava com o ouvido imune aos apelos do tradicional programa de músicas flashback da BH FM, o Good Times. Os sucessos dos anos 1970 eram revividos nas ondas do rádio a pedido dos ouvintes, a maioria da capital. A gente até hoje ouve certo e hit e solta o slogam "Gooood times". Barry White, Comodors, Carpenters... Tinha ainda uma seção onde a canção era simultaneamente traduzida. Noutra, cartas serviam de confissão de apaixonados, que relatavam momentos especiais embalados por sons inesquecíveis, pela música da história do casal. Elas também faziam declarações, poemas e pedidos de reconcialiação. Bons tempos aqueles.
sábado, 1 de outubro de 2011
Clubes de serviços

Se tinha algo que nos orgulhávamos no interior é o tal clube de serviços. Eram e são organizações de matriz norte-americana, com forte tradição do hoje conhecido terceiro setor, que fazia o bem e promovia o intercâmbio internacional em nome da paz. Na verdade, eles são dois: o Lions Club e o Rotary Club. Seus membros eram conhecidos, respectivamente, por leões e rotarianos. O trabalho social priorizava velhos e crianças carentes, apoio a amamentação, creches e seminários com figuras de fora. Mas o que mais chamava a nossa curiosidade e fazia a festa das colunas sociais eram as tais intercambistas, a maioria delas vinda dos Estados Unidos. As estrangeiras ficavam alguns meses em Curvelo, hospedadas na família designada para acolhê-la. Também tinha a mão inversa, com jovens curvelanas passando temporada na casa de uma mãe gringa. Geralmente na entrada de uma cidade mais evoluída sempre tinha marcos permanentes indicando a presença dos respectivos clubes naquela comunidade.
domingo, 11 de setembro de 2011
Merthiolarde
Havia um tempo que nos pintávamos para a guerra como índios. Cortes e arranhões ganhavam logo uma tintura vermelha por cima, que faziam o ferimento arder como nunca quando era aplicada. Hoje proibido na sua fórmula original com mercúrio cromo, o Merthiloate com sua espátula xadrez era um exemplar único da farmacinha doméstica. O único que o apoiava era o bandaid ou mesmo curativo com esparadrapo. Com ele, um pequeno machucadinho parecia um machucadão. Por isso, tive colegas que, para deixar de usar o sapato do uniforme escolar e desfilar de sandálias ou chinelos, pintavam os dedos dos pés com o antiséptico. Acreditam?
domingo, 4 de setembro de 2011
Bar... Ba... Papa
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Inseticídio
terça-feira, 26 de julho de 2011
Herva milagrosa
A mania de tomar Confrei ou fazer emplastos com suas folhas para ferimentos e inchaços se espalhou rapidamente pela cidade. Era como se tivesse sido descoberto o elixir para todos os males. As autoridades alertavam para os riscos da automedicação caseira, de conteúdo tóxico da planta parecida com espinafre, mas quase ninguém ligou.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Guerra de mamonas
Elas não eram assassinas, mas formavam nosso principal arsenal de guerra travada as ruas e praças da cidade. As guerrinhas de mamonas colocavam em lados opostos pequenos grupos de meninos curvelanos, que tinham nos lotes baldios o paiol de munição. Esferas verdes com cerdas flexíveis eram atiradas, num interminável fogo cruzado. Não me lembro se chegavam a machucar. Era quase um paintball primitivo. A oleoginosa só voltou a ganhar fama nos anos 1990 com a banda pop inspirada nela e nas tentativas frustradas do governo de transformá-la em matéria-prima para biocombustíveis. Abundantes no cerrado mineiro e nas mãos dos guerrilheiros das tardes quentes da Curvelo de 30 anos atrás. Fazíamos a versão sertaneja da batalha de bolas de neve dos meninos do hemisfério norte no inverno.
Assinar:
Postagens (Atom)