segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Bons tempos de volta

Quem tiver a oportunidade de assistir mês que vem em BH o show da inigualável Cyndi Lauper poderá fazer uma viagem aos bons anos 80. Seus hits daquela época fazem parte de nossas vidas, sem dúvida. Essa é a capa do seu disco, o She's So Unusual, que bombou nas festas e pistas de todo o planeta, com vários sucessos ao mesmo tempo: Girls Just Wanna Have Fun, Money Changes Everything, Time After Time, She Bop... Achava a Cyndi de uma pós-modernidade desafiadora, com uma voz única e ousadias no visual e nas atitudes, além de ser dona de estilo próprio até nos vídeo-clips. Fiquei com saudade dos tempos da FMTV, na TV Manchete, e dos especiais da Bandeirantes. Quem for, divirta-se! Não esqueço de quando fui à loja Milene Discos, em frente ao Hotel Bandeirantes, pedir que gravassem um LP (vinil mesmo) de Cyndi na fita cassete. Bons tempos...

domingo, 7 de setembro de 2008

As notas da caderneta

Elas eram do tamanho do bolso e serviam de passaporte para embarcarmos diariamente na carga horária das escolas. As queridas (tem gente que as acham famigeradas) cadernetas escolares (foto das minhas do Alcides Lins e Padre Curvelo) também eram nossos cartões de ponto, com o registro cotidiano por carimbo de presenças (presente/compareceu) e faltas (ausente/faltou). Mas também serviam para prestar contas aos pais, informando se tínhamos matado aula ou mais. E o mais importante: as cadernetas azuis ou vermelhas com capa plastificada eram o suporte do boletim anual de notas. Essa grade preenchida com tinta preta e vermelha ficava nas duas páginas centrais. Esse documento de identificação escolar, fabricados pela Gráfica Tamóios, de Belo Horizonte, não deixam de ser também um diário nostálgico dos tempos de primeiro e segundo graus em Curvelo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Game over

O fliperama (pinball) Cavaleiro Negro (foto) é um clássico com milhares de fãs no Brasil até hoje. Ele tinha uma mensagem de apresentação no começo do jogo com voz metálica, mais ou menos assim "Eu sou o Ca-va-lei-roooo Ne-gro, partida iniciada". Lembro de um que havia numa tentadora casa de diversões eletrônicas com foco na garotada que saía dos colégios, finzinho de tarde. Naqueles velhos tempos, os equipamentos ficavam num improvisado estabelecimento da Praça Benedito Valadares, pertinho do Cine Virgínia. Lá tinha também outros videogames de ficha que nos fazia viajar por naves espaciais sobre ruínas de civilizações pré-colombianas da Amazônia. Se chamava Chevious 500? Bons tempos aqueles.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Reclames antológicos

O tiro saiu pela culatra na propaganda do inseticida Rodox. A figura da barata agonizante e embrigada pelo veneno, cambaleando e dizendo suas últimas palavras, acabou despertando a misericórdia dos consumidores. A criançada daquela época até hoje não se esquece da baratinha Rodox, assim como tantos outros personagens de comerciais televisivos. Sem os recursos digitais de computação gráfica da atualidade, os intervalos dos programas abusavam de filmetes muito criativos. "Caspa, eu?", "Bonita camisa, Fernandinho", "Dai-me um Cornetto", "Ortopé, Ortopé, tão bonitinho", o homenzinho azul do Cotonetes Johnson & Johnson, entre outros foram bordões e refrões de jingles da propaganda brasileira dos anos 70 e 80 que ainda me vêem à cabeça. Alguém aí se lembra de outros reclames?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Numa galáxia distante...

A imagem que publico aqui é a de um interessante trabalho feito com papel dobrado e colado (craftpaper) do conhecidíssimo C3PO. A mitologia de Guerra nas Estrelas (Star Wars), com personagens agora cults como esse dourado "robô de protocolo", acompanha nossa geração desde que a série cinematográfica de George Lucas surgiu na telona, em 1977. Posso adivinhar que muitos dos amigos preferem ver neste post a imagem de Darth Vader, o maior vilão do cinema. Ele foi a grande estrela da trilogia original (episódios IV a VI) e, para mim, uma prova da magia do cinema está na performance dramática de um ator com uma máscara dura, com a mesma expressão. Diálogos, closes e sonorização fazem o milagre. Por favor, deixem comentários.

domingo, 10 de agosto de 2008

Lição de escola

Alguns de nós tivemos a honra de estudar lá. A Escola Estadual Interventor Alcides Lins (foto) sempre foi para mim um exemplo de instituição escolar pública. Os tempos, é verdade, eram outros, melhores. Os recursos pedagógicos e humanos eram satisfatórios para uma boa formação primária e secundária (fundamental e intermediária, na terminologia atual). Saudade dos rituais para entrar na sala de aula, com hino nacional e Pai Nosso. As brincadeiras no pátio na hora do recreio, as atividades para comemorar datas cívicas, a merenda reforçada, o grêmio estudantil (Centro Cívico Irmã Raimunda Marques)... Era tudo muito especial. A figura mitológica da diretora dona Aracy de Almeida Magalhães é inesquecível. Não me esqueço também das diretoras Dalva e Agnalda e de tantas professoras, coordenadoras, serventes (ainda se fala assim?). Mais informações no site: www.alcideslins.com.br.

sábado, 9 de agosto de 2008

Cônego Garcia

Não podemos deixar de citar o Cônego de Ávila Garcia. Padre da Paróquia de Santo Antônio e diretor do Colégio Padre Curvelo. Por coincidência substituiu o Padre Paulo na direção da escola na mesma época da abertura política quando os militares deixaram o poder. Figura folclórica. Tinha a simpatia de toda a criançada. Um diretor liberal e ao mesmo tempo visionário. Um dos principais responsáveis pela instalação da Faculdade de Administração de Curvelo. Envolvia-se em questões importantes assim como também não perdia a oportunidade para soltar papagaios junto com os meninos da rua.