segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tanque de mesa

Pra mim é um objeto de infância, quase um brinquedo. A tradicional farinheira feita de madeira, um pote que nunca faltava em nossas mesas curvelanas, me remetia a um tanque de guerra, com seu cano de disparo móvel. Virar, apontar, fogo! Era uma mistura de disco voador com tanque. O mesmo processo de associação transformava moedor de carne em dinossauro rex (quando visto de cabeça para baixo). Alguém confirma ou discorda dessas minhas impressões? Aliás, "impressionado" era como nossos país diziam que ficávamos quando ouvíamos histórias assombrosas antes de dormir, particularmente de programas de TV não aconselhados pra nossas idades.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Bimbo e Charlô

Guerra dos Sexos. Uma novela global das sete que premiava pela novidade do humor. Na trama, outro presente: dois monstros sagrados do teatro brasileiro, Paulo Autran e Fernanda Montenegro. As brigas de Bimbo e Charlô são antológicas. Lembra da famosa cena do café da manhã? Apesar de não me considerar noveleiro, devo reconhecer que a televisão tem papel formador determinante no Brasil. Difunde e reproduz costumes, sotaques e modismos pelo país. E até nostalgia.

Motivos de igreja

Encontrei esses desenhos num catálogo de uma livraria católica. Eles me remeteram imediatamente a detalhes das paredes próximas de altares da Basílica de São Geraldo. É impressionante como as pinturas, entalhes e esculturas dos templos de nossa infância, sobretudo Matriz de Santo Antônio e a basílica, ficam presentes na memória. Coisa de curvelano.

domingo, 8 de março de 2009

Aventuras de Marco no SBT

Nunca um desenho japonês se pareceu tanto com uma novela mexicana. Passava no domingo, no Programa Silvio Santos, do SBT, a estória da longa e lacrimosa jornada do pequeno menino italiano em busca de sua mãe na Argentina. Ele sai pela Europa afora, pega um navio, passa pelo Brasil e depois de muitos contratempos encontra-se com sua querida mama, acamada e moribunda. De sua passagem pelo Rio, ganhou como mascote um macaquinho (veja a foto) que saltou para seu ombro. Na versão brasileira o miquinho se chama Amerigo (América mais amigo?). Sei que o homem do baú gostava muito dos números da audiência do cartoon que passou por várias semanas, fazendo sempre a chamada para o programa. Alguém se lembra do pequeno Marco e sua determinação igual a de gente grande?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Vale a pena ver de novo

Não se fazem mais folhetins eletrônicos como antigamente. Da novela eu não me lembro quase nada. Mas o seriado O Bem Amado, da Globo, foi um marco pra nossa geração. Os episódios hilariantes com os personagens criados pelo genial Dias Gomes e interpretados por um elenco de primeiríssima deixam saudade. Nesse da foto, o prefeito de Sucupira Odorico Paraguaçú (Paulo Gracindo) passeia de charrete em Nova York. Ele e sua trupe foram lutar pela transferência da sede da ONU para sua cidade nordestina. Zeca Diabo, as Cajazeiras, Dirceu Borboleta, Nezinho do Jegue, Lulu Gouveia... Inesquecíveis.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Relíquias em uso

Uma das pesquisas de imagens que mais gosto de fazer na internet é a de objetos que fazem parte do nosso imaginário infantil. O exclusivo frasco de cola dos Correios, a nossa eterna ECT, ainda pode ser encontrado em muitas agências pelo país afora. O engenhoso recipiente de uma corcova servia para acomodar o grude (parecia ser algo doméstico, feito na panela da casa de alguém) e o seu pincel-tampa para lambuzar os envelopes e selos me soam nostálgicos. A foto que ilustra este post, retirada de um site de leilões, está com um exemplar incompleto. Nos tempos em que sequer sonhávamos com os e-mails, a agência de Correio de Curvelo, no Centro, próximo ao Hotel Bandeirantes, era onde eu levava dezenas de cartas e cartões para serem despachados a amigos de vários lugares no Brasil e até do exterior. Tempos mais letrados e epistolares aqueles. Alguém aí se lembra de mais alguma relíquida moderna? Tinha aquela buzininha do padeiro, por exemplo.

sábado, 8 de novembro de 2008

Caça-Fantasmas 3?

Eles marcaram a nossa geração ao estrelarem uma das mais importantes franquias cinematográficas dos anos 80, com dois filmes (1984 e 1989). Os carismáticos atores de Caça-Fantasmas 1 e 2 - Bill Murray (Peter Venkman, o cínico líder), Dan Aykroyd (Raymond "Ray" Stantz, o professor Pardal do grupo), Harold Ramis (Egon Spengler, o nerd) e Ernie Hudson (Winston Zeddmore, o boa praça e senso comum)- são cômicos e icônicos. Como olvidar a música ("Who you're gonna call? Ghostbusters!") e o boneco de marshmallow gigante? Pois é, eles ainda não aceitaram voltar a interpretar os quatro heróis na telona, desmentindo fortes rumores de um revival com a suposta produção de... Ghostbusters 3 (Vejo o bonequinho fazendo o sinal com três dedos da mão direita). Aqui está uma foto do clip dos quatro cavaleiros do apocalipse nova-iorquino com o cantor da música-tema, Ray Parker Junior. Tem pelo menos um fantasma lendo esse blog?