Em 1978 passamos a achar que, sim, o homem pode voar. Um super-homem arrebentou nas telas do cinema de todo mundo e até hoje muitos consideram a versão interpretada por Christopher Reeve como antológica, insubstituível. Lembro da série de produtos licenciados com a marca do Superman, abrindo a porta para o surgimento das superproduções inspiradas em heróis dos quadrinhos. Tinha uma revista com muitos decalques (transfer) e até um móbile de papel no tamanho real do ator. Assisti ao filme no Cine Virgínia, de Curvelo, e no Metrópole (tudo a ver com Metropolis), em Belo Horizonte. O curvelano não projeta mais e o da capital desapareceu. Super-Homem, nos socorra! Volte no tempo e traga nossas salas mágicas de volta.
domingo, 21 de junho de 2009
É um pássaro? É um avião? Não...
Em 1978 passamos a achar que, sim, o homem pode voar. Um super-homem arrebentou nas telas do cinema de todo mundo e até hoje muitos consideram a versão interpretada por Christopher Reeve como antológica, insubstituível. Lembro da série de produtos licenciados com a marca do Superman, abrindo a porta para o surgimento das superproduções inspiradas em heróis dos quadrinhos. Tinha uma revista com muitos decalques (transfer) e até um móbile de papel no tamanho real do ator. Assisti ao filme no Cine Virgínia, de Curvelo, e no Metrópole (tudo a ver com Metropolis), em Belo Horizonte. O curvelano não projeta mais e o da capital desapareceu. Super-Homem, nos socorra! Volte no tempo e traga nossas salas mágicas de volta.
Revista Nosso Amiguinho
Apesar de voltada para o segmento evangélico, a revista Nosso Amiguinho é uma boa lembrança da minha infância católica em Curvelo. Publicada há quase 60 anos pela Casa Publicadora Brasileira, responsável por centenas de títulos, Nosso Amiguinho é a revista infantil de maior tiragem no Brasil, com mais de 130 mil exemplares. Adorava receber mensalmente em casa as aventuras dos personagens Cazuza (louco por futebol), Kiko, Noguinho (o líder), o Professor Sabino (o sabe-tudo) e as meninas Luíza e Gina. A turminha também tem ainda o cãozinho vira-latas Azeitona. Lembro do representante da editora, um senhor do interior paulista, nos visitando regularmente para renovar a assinatura da revista e oferecer de outras. O legal desses quadrinhos com seções didáticas, de curiosidades e passatempo é que não havia intenção de doutrinar religiosamente, mas educar crianças sobre cidadania, ecologia e respeito à diversidade racial. Tudo com diversão. Após os tempos de menino, minha mãe assinou pra gente outras revistas da Casa, como Vida e Saúde e Mocidade. Nosso Amiguinho é tradição na Igreja Adventista. Continua produto de qualidade e sucesso para o público infantil, com o mesmo formato e desenho.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Carteirinha em dia
Mais um recuerdozinho tirado do fuuuuundo das gavetas. Nem sei se ainda é usado esse meio para controlar a adimplência dos sócios e dependentes dos clubes sociais. A tirinha do recreativo era a senha que nos liberava as portarias das sedes urbana e campestre. Eram comprovantezinhos de papel carimbados, destacados e colocados nas carteirinhas verdes do Clube Recreativo Curvelano, com aquele logotipo CRC em cima. Imagina as desculpas que a gente dava pros porteiros nos deixar entrar quando não exibíamos as tais fitas de cartolina. Bons tempos aqueles... Aos leitores: Sugestões? Correções? Contribuições? Outros ões?
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Leãozinho vesgo e outros
Clássico da sessão da tarde, o leão vesgo era um daqueles filmes que encantava a garotada da Curvelo dos anos 70 e começo dos 80. Lembro da cena em que são mostradas as imagens embaralhadas pela ótica do bicho, o que o deixava transtornado e vulnerável. Tinha também a história de Elsa, uma leoa criada por exploradores norte-americanos na África. Chegou filhote no acampanhamento e saiu adulta, depois de criar muita confusão. A música-tema belíssima, Born Free, e a despedida do casal humano de "pais" de Elsa fez muita gente chorar.
Tanque de mesa
Pra mim é um objeto de infância, quase um brinquedo. A tradicional farinheira feita de madeira, um pote que nunca faltava em nossas mesas curvelanas, me remetia a um tanque de guerra, com seu cano de disparo móvel. Virar, apontar, fogo! Era uma mistura de disco voador com tanque. O mesmo processo de associação transformava moedor de carne em dinossauro rex (quando visto de cabeça para baixo). Alguém confirma ou discorda dessas minhas impressões? Aliás, "impressionado" era como nossos país diziam que ficávamos quando ouvíamos histórias assombrosas antes de dormir, particularmente de programas de TV não aconselhados pra nossas idades.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Bimbo e Charlô
Guerra dos Sexos. Uma novela global das sete que premiava pela novidade do humor. Na trama, outro presente: dois monstros sagrados do teatro brasileiro, Paulo Autran e Fernanda Montenegro. As brigas de Bimbo e Charlô são antológicas. Lembra da famosa cena do café da manhã? Apesar de não me considerar noveleiro, devo reconhecer que a televisão tem papel formador determinante no Brasil. Difunde e reproduz costumes, sotaques e modismos pelo país. E até nostalgia.
Motivos de igreja
Encontrei esses desenhos num catálogo de uma livraria católica. Eles me remeteram imediatamente a detalhes das paredes próximas de altares da Basílica de São Geraldo. É impressionante como as pinturas, entalhes e esculturas dos templos de nossa infância, sobretudo Matriz de Santo Antônio e a basílica, ficam presentes na memória. Coisa de curvelano.
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