segunda-feira, 11 de abril de 2016

Doce na memória

RECEITA DE BALAINHO

Saiba como fazer o mais curvelano dos doces

Ingredientes:
1 coco ralado, 
400 g de açúcar cristal, 
1 pires de queijo ralado, 
4 gemas, 
1 colher de manteiga, 
1 porção de farinha de trigo.

- Faça a calda em ponto médio (nem mole, nem dura) com o açúcar.

- Escalde o coco e a manteiga, deixando esfriar.

- Depois, coloque as gemas batidas e peneiradas, a farinha de trigo, o queijo e, por último, acrescente a calda.

- Misture e coloque nas forminhas. Unte as forminhas com a manteiga, passe na farinha de trigo, depois na água e torne a passar a farinha.

- Está pronto para colocar o recheio.


- A receita vai ao forno em fogo médio e rende 40 balainhos.


Fonte: revista São Geraldo

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O sertão em nós

O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, ?m de rumo, terras altas, demais do Urucaia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucuia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá — fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. (...) cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniões… O sertão está em toda a parte. (João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

CN, a nossa CNN

Havia um tempo que o mais importante órgão de imprensa de Curvelo era uma revista refinada e bem editada chamada Curvelo Notícias, CN. Anos depois "a" CN se tornou "o" CN, na versão jornal, que assim se manteve por mais de cinco décadas. O projeto liderado por Raimundo Martins dos Santos, a figura ímpar de Diquinho, inspirou outras publicações impressas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Canção de ninar

"Boa Noite", de um autor desconhecido, era a canção de ninar preferida de minha mãe. E que logo se tornou a minha e de meus irmãos também. "Boa noite, diga ao menos boa noite. Abra ao menos a janela. Pois eu canto é pra você...", começava a música. Depois vinha "boa noite, durma, durma bem com os anjinhos. Pra amanhã logo cedinho pois eu canto é pra você...". Doce e em tom de serenata.

sábado, 26 de abril de 2014

Sapatos engraxados e brilhando

Sapato preto 753 da Vulcabrás era o pretinho básico de todos nossos pés de garotos que estudavam no Colégio Padre Curvelo. Esse e seus equivalentes eram o calçado oficial para cerimônias. E para deixá-los bonitos e apropriados, graxa neles! Tinham de estar sempre limpos e bri-lhan-do. Podíamos até levá-los ao engraxate, geralmente associado ao barbeiro, mas também tínhamos um kit básico, formado por uma ou duas escovas de cerdas diferente e uma latinha de Nugget preta. Se fosse o caso, também tinha uma só para lustro, além da marrom para aplicar no couro desta cor. Vocês se lembram? Estava esquecendo daquele paninho para completar o serviço doméstico. Tempos diferentes dos atuais, quando as coisas não são feitas necessariamente mais para durar e brilhar.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Disca pra mim?

Telefone era uma coisa de outro mundo, bem diferente da banalidade das comunicações digitais de hoje. O peso e a sobriedade do único modelo de aparelho de telefonia fixa impressiona as novas gerações. Aquela coisona preta estava presente em poucas casas e atendida por um grupo menor de dígitos. Na minha casa era só os atuais quatro números finais, depois ganhando o prefixo local 721, depois 371. Fazia um barulhão na chamada e precisava ser limpo como um objeto de decoração. Era o tempo de discar para alguém e não ligar ou telefonar. Poucos saberm hoje o que é colocar o dedo no disco do aparelho e ir selecionando a sequência entre zero e nove. No começo, ligações DDD precisavam de ajuda de telefonista. Na esquina de minha casa tinha também um posto telefônico, algo inimaginável hoje. A agência da companhia telefônica estatal, a Telemig, tinha umas cabines para onde íamos esperar a telefonnista fazer a conexão e transferir para o aparelho lá. Em BH, íamos até a sede da companhia, próximo da Praça Sete, para fazer o ritual de chamar para a família em Curvelo. Ficha de orelhão não durava nada, ficava caindo à cada frase. Hà muito não discamos para nada.