terça-feira, 26 de agosto de 2008

Game over

O fliperama (pinball) Cavaleiro Negro (foto) é um clássico com milhares de fãs no Brasil até hoje. Ele tinha uma mensagem de apresentação no começo do jogo com voz metálica, mais ou menos assim "Eu sou o Ca-va-lei-roooo Ne-gro, partida iniciada". Lembro de um que havia numa tentadora casa de diversões eletrônicas com foco na garotada que saía dos colégios, finzinho de tarde. Naqueles velhos tempos, os equipamentos ficavam num improvisado estabelecimento da Praça Benedito Valadares, pertinho do Cine Virgínia. Lá tinha também outros videogames de ficha que nos fazia viajar por naves espaciais sobre ruínas de civilizações pré-colombianas da Amazônia. Se chamava Chevious 500? Bons tempos aqueles.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Reclames antológicos

O tiro saiu pela culatra na propaganda do inseticida Rodox. A figura da barata agonizante e embrigada pelo veneno, cambaleando e dizendo suas últimas palavras, acabou despertando a misericórdia dos consumidores. A criançada daquela época até hoje não se esquece da baratinha Rodox, assim como tantos outros personagens de comerciais televisivos. Sem os recursos digitais de computação gráfica da atualidade, os intervalos dos programas abusavam de filmetes muito criativos. "Caspa, eu?", "Bonita camisa, Fernandinho", "Dai-me um Cornetto", "Ortopé, Ortopé, tão bonitinho", o homenzinho azul do Cotonetes Johnson & Johnson, entre outros foram bordões e refrões de jingles da propaganda brasileira dos anos 70 e 80 que ainda me vêem à cabeça. Alguém aí se lembra de outros reclames?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Numa galáxia distante...

A imagem que publico aqui é a de um interessante trabalho feito com papel dobrado e colado (craftpaper) do conhecidíssimo C3PO. A mitologia de Guerra nas Estrelas (Star Wars), com personagens agora cults como esse dourado "robô de protocolo", acompanha nossa geração desde que a série cinematográfica de George Lucas surgiu na telona, em 1977. Posso adivinhar que muitos dos amigos preferem ver neste post a imagem de Darth Vader, o maior vilão do cinema. Ele foi a grande estrela da trilogia original (episódios IV a VI) e, para mim, uma prova da magia do cinema está na performance dramática de um ator com uma máscara dura, com a mesma expressão. Diálogos, closes e sonorização fazem o milagre. Por favor, deixem comentários.

domingo, 10 de agosto de 2008

Lição de escola

Alguns de nós tivemos a honra de estudar lá. A Escola Estadual Interventor Alcides Lins (foto) sempre foi para mim um exemplo de instituição escolar pública. Os tempos, é verdade, eram outros, melhores. Os recursos pedagógicos e humanos eram satisfatórios para uma boa formação primária e secundária (fundamental e intermediária, na terminologia atual). Saudade dos rituais para entrar na sala de aula, com hino nacional e Pai Nosso. As brincadeiras no pátio na hora do recreio, as atividades para comemorar datas cívicas, a merenda reforçada, o grêmio estudantil (Centro Cívico Irmã Raimunda Marques)... Era tudo muito especial. A figura mitológica da diretora dona Aracy de Almeida Magalhães é inesquecível. Não me esqueço também das diretoras Dalva e Agnalda e de tantas professoras, coordenadoras, serventes (ainda se fala assim?). Mais informações no site: www.alcideslins.com.br.

sábado, 9 de agosto de 2008

Cônego Garcia

Não podemos deixar de citar o Cônego de Ávila Garcia. Padre da Paróquia de Santo Antônio e diretor do Colégio Padre Curvelo. Por coincidência substituiu o Padre Paulo na direção da escola na mesma época da abertura política quando os militares deixaram o poder. Figura folclórica. Tinha a simpatia de toda a criançada. Um diretor liberal e ao mesmo tempo visionário. Um dos principais responsáveis pela instalação da Faculdade de Administração de Curvelo. Envolvia-se em questões importantes assim como também não perdia a oportunidade para soltar papagaios junto com os meninos da rua.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Olha a puuuuxa!

Como é que chamava aquele senhor mais velho que passava pelas ruas de Curvelo vendendo balas e pirulitos? Se não me engano, para chamar ainda mais a atenção, ele também usava uma daquelas matracas de procissão de Sexta-Feira Santa. "Olha a puxa! Chuuuuuupeta!". Acho que era assim que ele bradava para se fazer notar, não era? A meninada saía então correndo das casas pra calçada com alguns trocadinhos de dinheiro para comprar essas guloseimas sem grande sofisticação. Açúcar caramelizado que não faziam muito bem pros nossos dentes. Na cidade havia ainda os sorvetes Sibéria (alguém tem imagem?), com os carrinhos rodando para todo lado e fabricação próxima da Praça Benedito Valadares. Um amigo me informou que o nome do vendedor era Balsamão.

domingo, 3 de agosto de 2008

Herói da geração

Quem já teve um Falcon? Esse herói de borracha e plástico articulado oferecia mais realismo do que outros bonecos da época, além de apresentar um universo variado de uniformes, armas, veículos, equipamentos especiais etc. Tinha também uma versão olhos de águia, lembra? A Estrela é a indústria responsável pelo lançamento aqui no Brasil desse sonho de consumo dos garotos de nossa geração. Falcon tinha até o seu arquiinimigo, o Torak, com uma garra num dos punhos e um "raio laser" disparado do peito. Lembra? Para incrementar a nossa bricandeira, minha mãe confeccionava roupas e barracas para os bonecos, além dos apetrechos que tinha. Os kits eram muito legais - de pesca submarina a espionagem.