domingo, 7 de dezembro de 2008

Relíquias em uso

Uma das pesquisas de imagens que mais gosto de fazer na internet é a de objetos que fazem parte do nosso imaginário infantil. O exclusivo frasco de cola dos Correios, a nossa eterna ECT, ainda pode ser encontrado em muitas agências pelo país afora. O engenhoso recipiente de uma corcova servia para acomodar o grude (parecia ser algo doméstico, feito na panela da casa de alguém) e o seu pincel-tampa para lambuzar os envelopes e selos me soam nostálgicos. A foto que ilustra este post, retirada de um site de leilões, está com um exemplar incompleto. Nos tempos em que sequer sonhávamos com os e-mails, a agência de Correio de Curvelo, no Centro, próximo ao Hotel Bandeirantes, era onde eu levava dezenas de cartas e cartões para serem despachados a amigos de vários lugares no Brasil e até do exterior. Tempos mais letrados e epistolares aqueles. Alguém aí se lembra de mais alguma relíquida moderna? Tinha aquela buzininha do padeiro, por exemplo.

sábado, 8 de novembro de 2008

Caça-Fantasmas 3?

Eles marcaram a nossa geração ao estrelarem uma das mais importantes franquias cinematográficas dos anos 80, com dois filmes (1984 e 1989). Os carismáticos atores de Caça-Fantasmas 1 e 2 - Bill Murray (Peter Venkman, o cínico líder), Dan Aykroyd (Raymond "Ray" Stantz, o professor Pardal do grupo), Harold Ramis (Egon Spengler, o nerd) e Ernie Hudson (Winston Zeddmore, o boa praça e senso comum)- são cômicos e icônicos. Como olvidar a música ("Who you're gonna call? Ghostbusters!") e o boneco de marshmallow gigante? Pois é, eles ainda não aceitaram voltar a interpretar os quatro heróis na telona, desmentindo fortes rumores de um revival com a suposta produção de... Ghostbusters 3 (Vejo o bonequinho fazendo o sinal com três dedos da mão direita). Aqui está uma foto do clip dos quatro cavaleiros do apocalipse nova-iorquino com o cantor da música-tema, Ray Parker Junior. Tem pelo menos um fantasma lendo esse blog?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Revistinhas do fundo do baú

De tempos em tempos me deparo com lembranças de publicações dos nossos tempos de menino e que nunca mais foram reeditadas. Tem aquelas revistinhas em quadrinhos dos Trapalhões, da Editora Bloch, os Almanaques Disney, o catálogo de heróis da Ebal e... o gibi do Condorito, editado aqui no início dos anos 80 pela RGE. As tirinhas do simpático personagem "made in Chile" (quase um símbolo daquele país) eram hilárias, de um humor cortante. Parecia uma versão andina do Amigo da Onça, do nosso Péricles. Também havia histórias de uma página. Se não me engano, os quadrinhos eram impressos em três cores: branco do papel, preto e vermelho, nos diferentes matizes. Cassão Siqueira me informa que as tirinhas saíam no Brasil em O Globo, ao lado de Asterix e Recruta Zero. Bons tempos aqueles, quando HQ era coisa popular, com preço popular e formatos variados. Alguém se lembra? Alguém tem guardado um exemplar? A reprodução neste post é de uma tira publicada semana passada num jornal argentino.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Bons tempos de volta

Quem tiver a oportunidade de assistir mês que vem em BH o show da inigualável Cyndi Lauper poderá fazer uma viagem aos bons anos 80. Seus hits daquela época fazem parte de nossas vidas, sem dúvida. Essa é a capa do seu disco, o She's So Unusual, que bombou nas festas e pistas de todo o planeta, com vários sucessos ao mesmo tempo: Girls Just Wanna Have Fun, Money Changes Everything, Time After Time, She Bop... Achava a Cyndi de uma pós-modernidade desafiadora, com uma voz única e ousadias no visual e nas atitudes, além de ser dona de estilo próprio até nos vídeo-clips. Fiquei com saudade dos tempos da FMTV, na TV Manchete, e dos especiais da Bandeirantes. Quem for, divirta-se! Não esqueço de quando fui à loja Milene Discos, em frente ao Hotel Bandeirantes, pedir que gravassem um LP (vinil mesmo) de Cyndi na fita cassete. Bons tempos...

domingo, 7 de setembro de 2008

As notas da caderneta

Elas eram do tamanho do bolso e serviam de passaporte para embarcarmos diariamente na carga horária das escolas. As queridas (tem gente que as acham famigeradas) cadernetas escolares (foto das minhas do Alcides Lins e Padre Curvelo) também eram nossos cartões de ponto, com o registro cotidiano por carimbo de presenças (presente/compareceu) e faltas (ausente/faltou). Mas também serviam para prestar contas aos pais, informando se tínhamos matado aula ou mais. E o mais importante: as cadernetas azuis ou vermelhas com capa plastificada eram o suporte do boletim anual de notas. Essa grade preenchida com tinta preta e vermelha ficava nas duas páginas centrais. Esse documento de identificação escolar, fabricados pela Gráfica Tamóios, de Belo Horizonte, não deixam de ser também um diário nostálgico dos tempos de primeiro e segundo graus em Curvelo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Game over

O fliperama (pinball) Cavaleiro Negro (foto) é um clássico com milhares de fãs no Brasil até hoje. Ele tinha uma mensagem de apresentação no começo do jogo com voz metálica, mais ou menos assim "Eu sou o Ca-va-lei-roooo Ne-gro, partida iniciada". Lembro de um que havia numa tentadora casa de diversões eletrônicas com foco na garotada que saía dos colégios, finzinho de tarde. Naqueles velhos tempos, os equipamentos ficavam num improvisado estabelecimento da Praça Benedito Valadares, pertinho do Cine Virgínia. Lá tinha também outros videogames de ficha que nos fazia viajar por naves espaciais sobre ruínas de civilizações pré-colombianas da Amazônia. Se chamava Chevious 500? Bons tempos aqueles.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Reclames antológicos

O tiro saiu pela culatra na propaganda do inseticida Rodox. A figura da barata agonizante e embrigada pelo veneno, cambaleando e dizendo suas últimas palavras, acabou despertando a misericórdia dos consumidores. A criançada daquela época até hoje não se esquece da baratinha Rodox, assim como tantos outros personagens de comerciais televisivos. Sem os recursos digitais de computação gráfica da atualidade, os intervalos dos programas abusavam de filmetes muito criativos. "Caspa, eu?", "Bonita camisa, Fernandinho", "Dai-me um Cornetto", "Ortopé, Ortopé, tão bonitinho", o homenzinho azul do Cotonetes Johnson & Johnson, entre outros foram bordões e refrões de jingles da propaganda brasileira dos anos 70 e 80 que ainda me vêem à cabeça. Alguém aí se lembra de outros reclames?