Para mim, sempre houve uma cultura milenar escondida nos desenhos estereotipados nas carrocerias de caminhão. Mas do que as famosas frases de parachoque, eu viajava nos traços quase rupestres nas madeiras do curralzinho sobre o chassi. Alguém me ajuda?
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Arabesco de caminhão
Para mim, sempre houve uma cultura milenar escondida nos desenhos estereotipados nas carrocerias de caminhão. Mas do que as famosas frases de parachoque, eu viajava nos traços quase rupestres nas madeiras do curralzinho sobre o chassi. Alguém me ajuda?
Madribon, o bom

O remédio era bom até no nome. Madribon, um xarope dos meus tempos de infância, tinha gosto de licor de cacau, um tipo de marula amarelado muito gostoso mesmo. Gostava de ver o frasquinho plástico dele sendo apertado para deitar algumas gotas na colher. Resfriado forte, garganta doendo, era com ele mesmo. Engraçado que muita gente diz não se lembrar dele. Curiosamente, só depois, lá pelos nove anos, é que descobri ser alérgico à sulfa, princípio ativo central do produto da Roche.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Escrete de ouro
A seleção de 1982 foi realmente antológica. O mestre Telê Santana e um elenco de estrelas só superado pelo time tricampeão de 1970. Lá estavam os craques de nosso Galo, que reinou entre a segunda metade da década de 1970 e o começo dos 80. Bons tempos aqueles, de Reinaldo, Cerezo, Luizinho, Paulo Isidoro, Éder... Bons tempos da seleção canarinho que viu seu sonho de tetra morrer nas redes do Estádio do Sarriá, na Espanha.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Chão colorido
É olhar para o chão e ver um céu de nostalgia. Os velhos pisos cerâmicos das casas mais antigas de Curvelo são um tesouro reconhecido pela própria indústria do setor hoje. Seja nos chamados cemitérios de azulejos, seja nas coleções nostálgicas das fornecedoras (acho que se chamam patchwork, colcha de retalhos), muito material nos conta por onde nossos pés passaram. Eles têm personalidade, remetem a tempos passados e a referências culturais de várias partes do mundo. São cubistas, cheios de arabescos e ricos em grafismos legais. Vale a pena admirar essas cerâmicas hidráulicas.
sábado, 19 de novembro de 2011
Gooood times!
Mesmo quem morava no interior de Minas mais próximo de Belo Horizonte não ficava com o ouvido imune aos apelos do tradicional programa de músicas flashback da BH FM, o Good Times. Os sucessos dos anos 1970 eram revividos nas ondas do rádio a pedido dos ouvintes, a maioria da capital. A gente até hoje ouve certo e hit e solta o slogam "Gooood times". Barry White, Comodors, Carpenters... Tinha ainda uma seção onde a canção era simultaneamente traduzida. Noutra, cartas serviam de confissão de apaixonados, que relatavam momentos especiais embalados por sons inesquecíveis, pela música da história do casal. Elas também faziam declarações, poemas e pedidos de reconcialiação. Bons tempos aqueles.
sábado, 1 de outubro de 2011
Clubes de serviços

Se tinha algo que nos orgulhávamos no interior é o tal clube de serviços. Eram e são organizações de matriz norte-americana, com forte tradição do hoje conhecido terceiro setor, que fazia o bem e promovia o intercâmbio internacional em nome da paz. Na verdade, eles são dois: o Lions Club e o Rotary Club. Seus membros eram conhecidos, respectivamente, por leões e rotarianos. O trabalho social priorizava velhos e crianças carentes, apoio a amamentação, creches e seminários com figuras de fora. Mas o que mais chamava a nossa curiosidade e fazia a festa das colunas sociais eram as tais intercambistas, a maioria delas vinda dos Estados Unidos. As estrangeiras ficavam alguns meses em Curvelo, hospedadas na família designada para acolhê-la. Também tinha a mão inversa, com jovens curvelanas passando temporada na casa de uma mãe gringa. Geralmente na entrada de uma cidade mais evoluída sempre tinha marcos permanentes indicando a presença dos respectivos clubes naquela comunidade.
domingo, 11 de setembro de 2011
Merthiolarde
Havia um tempo que nos pintávamos para a guerra como índios. Cortes e arranhões ganhavam logo uma tintura vermelha por cima, que faziam o ferimento arder como nunca quando era aplicada. Hoje proibido na sua fórmula original com mercúrio cromo, o Merthiloate com sua espátula xadrez era um exemplar único da farmacinha doméstica. O único que o apoiava era o bandaid ou mesmo curativo com esparadrapo. Com ele, um pequeno machucadinho parecia um machucadão. Por isso, tive colegas que, para deixar de usar o sapato do uniforme escolar e desfilar de sandálias ou chinelos, pintavam os dedos dos pés com o antiséptico. Acreditam?
Assinar:
Postagens (Atom)