Nos tempos em que estudava no Colégio Padre Curvelo, passava em frente a uma casa de fliperama ao lado do Bar Laçador, Praça Benedito Valadares. Dos hoje considerados rudimentares e nostálgicos jogos eletrônicos movidos à ficha que havia lá, o mais sofisticado era o Xevious. Meu amigo Zé Pedro fazia misérias no bombardeio de uma cidade perdida na Amazônia, pilotando um disco voador sobre rios, matas, pirâmides "astecas" e aldeias. O sobrevoo do OVNI na telinha em cores do quiosque era manobrado por apenas uma alavanca preta e alguns botões. Essa jogatina até viciava (talvez melhor dizer envolvia), mas bem menos e com muito menos danos à mente do que os atuais joguinhos digitais de bolso e domésticos. Pois bem, tempo esgotado. Game OVER!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Eldorado bombardeado
Nos tempos em que estudava no Colégio Padre Curvelo, passava em frente a uma casa de fliperama ao lado do Bar Laçador, Praça Benedito Valadares. Dos hoje considerados rudimentares e nostálgicos jogos eletrônicos movidos à ficha que havia lá, o mais sofisticado era o Xevious. Meu amigo Zé Pedro fazia misérias no bombardeio de uma cidade perdida na Amazônia, pilotando um disco voador sobre rios, matas, pirâmides "astecas" e aldeias. O sobrevoo do OVNI na telinha em cores do quiosque era manobrado por apenas uma alavanca preta e alguns botões. Essa jogatina até viciava (talvez melhor dizer envolvia), mas bem menos e com muito menos danos à mente do que os atuais joguinhos digitais de bolso e domésticos. Pois bem, tempo esgotado. Game OVER!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Gênio da garrafa
domingo, 6 de junho de 2010
O segundo carango do pai
O primeiro carro de minha família em Curvelo foi um fuscão bonina, ou vinho, como se chamava a cor na época, mais escura do que o vermelho clássico. Antes desse veículo, meu pai andava de bicicleta. O segundo carro dele foi de longe o mais confortável de todos que teve: um corcel bege. A luz de centro do habitáculo do automóvel era, para mim, um luxo. Os cinzeiros embutidos também eram chiques, além de outros detalhes. Depois veio um Fiat 147 a álcool, made in Betim, verdão. O apelo do modelo estava na economia com gasto de combustível. Mas continuei com saudade do corcel, símbolo dos anos 1970, que tinha um logo com o belo cavalo do qual pegou o nome emprestado. Tempos de carroças. O Scort XR3, sobretudo o conversível, era, por exemplo, o carango dos sonhos dos garotos.
Gravado na memória
A nostalgia parece não ter fim. Lembre-me esses dias do velho gravador que ganhei no começo da adolescência. Era aqueles que a gente carregava numa capa de couro com alça, deixando abertas as teclas e a entrada da fita K7. Numa época em que não havia youtube e dvds, usávamos o gravador como álbum de figurinhas sonoras, para mostrar aos amigos. Lembro de ter gravado um trecho de Capitão Blood, com Errol Flyn, diretamente pescado da Sessão da Tarde. Meu irmão, por sua vez, gravou uma fala do musical Hair. Ali capturei minha imitação de um galo carijó e outras besteiras. Mais esperto foi a brincadeira nossa de simular diálogo com um robô, deixando trechos mudos seguidos de espaços com respostas gravadas para as esperadas perguntas nossas. Onde será que estão essas fitas?
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Banca ambulante
Pamonhas, pamonhas, pamonhas... O mais famoso bordão recitado por vendedores ambulantes montados em altofalantes de caminhões também ecoou por Curvelo e por minha infância. Mas outros caminhoeiros-feirantes marcaram presença ainda mais forte, sempre nos convidando a sair de casa para comprar frutas, geralmente melancias e abacaxis. Tinha um caminhão do interior do Espírito Santo que todo ano atravessava nossas ruas vendendo seu abacaxi "ducinho-duciiiiinho" (acho que era assim que o altofalante berrava). Também vinha outros da região de Caratinga, se não me engano. Tinha uma caminhonete velha que sempre estacionava na fábrica de gelo carregada de laranjas lima. Estavam à venda? Não me lembro bem. Bons tempos.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Babás eletrônicas
Elas eram belas e nos entretinha nas tardes quentes com seu jeito mágico de ser. As protagonistas dos chamados enlatados americanos A Feiticeira e Jeanie é um gênio, telesséries cômicas prá lá de clássicas, fazem parte de nossa infância em Curvelo. A TV servia como babá eletrônica para a garotada, com uma programação bem menos violenta que a atual e, diga-se, bem mais inteligente e elegante. Alguns episódios são inesquecíveis e divertiam a família toda. O talento e a beleza das atrizes louras Barbara Eden (Jeanie) e Elizabeth Montgomery (Samantha, a feiticeira) nos enfeitiçava. E elas nos encantam até hoje. Bons tempos aqueles da telinha brasileira...
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Big bands e poupurris
Meus tempos das big bands (Exagerando? É claro) ficaram enterrados no passado de minha Curvelo. Podem até achar brega, mas relembrar aqueles bailes embalados por belas baladas de bandas (Aliteração? É claro) é exercitar um doce saudosismo. Os eventos dançantes especiais na sede campestre do Clube Recreativo Curvelano (CRC), animados por uma trupe musical que desembarcava de um colorido ônibus, são inesquecíveis. As bandas eram regulares, mereciam uma nota seis, mas eram pau para toda obra. As melhores eram daquelas que tocavam em festa de casamento e de formatura. Exemplo? A Banda Brasil Exportação. Geralmente elas abriam o eclético repertório com um sucesso do momento, depois rolava um Frank Sinatra e classicões de Glen Miller. Crooners femininos ou masculinos se revezavam na primeira ou segunda voz. Depois faziam uma “viagem musical” pelos ritmos mais conhecidos do mundo. Entre um poupurri e outro, tinha a hora reservada para os casais dançarem e a hora da agitação geral. Por fim, a saidera tinha um apoteótico samba, carnaval ou axé. Apesar do enrrolation nas letras estrangeiras, dos acanhados canhões de luz e dos teclados com batida viciada, os momentos sonorizados por essas bandas mereceram nossos brindes com cerveja, guaraná e, eventualmente, uísque.
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